Actualização: pois é, estive eu preocupada com a "tradução" de torta para "rocambole", e afinal no Brasil também não conhecem as nabiças? :))
Ou será que têm outro nome?
Ou será que têm outro nome?
| nabiças (ver link) |
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Postagem original:
Ou, em Português do Brasil, rocambole. A língua portuguesa é linda. :) Porquê rocambole?
Segundo as enciclopédias, Rocambole é uma personagem criada por um escritor francês do séc. XIX, Pierre Ponson du Terrail. Como é que passou daí até a um alimento enrolado, deve ser uma longa história...
E porquê torta?
Vá-se lá saber... eu por acaso até estava com medo que esta ficasse torta mesmo a sério, mas felizmente até ficou bem direitinha. E deliciosa, por sinal!
Ingredientes:
1 molho de nabiças
4 ovos
0,7dl de natas (leves)
2 cebolas
2 dentes de alho
0,5dl de azeite
80g de queijo mozzarella ralado
água
sal
pimenta
manteiga para untar
Preparação:
Começar por arranjar as nabiças e cozê-las em água temperada com sal. Depois de cozidas, escorrem-se muito bem, deixam-se arrefecer e picam-se (com uma faca, não na picadora). Separam-se as gemas das claras e batem-se estas em castelo.
Numa tigela, juntar as nabiças, as gemas, as natas, sal e pimenta. Mistura-se tudo e acrescentam-se as claras, envolvendo cuidadosamente.
Forra-se um tabuleiro com papel vegetal, untando-o com manteiga. Verte-se o preparado anterior e vai ao forno cerca de 20 minutos, a 190º.
Enquanto isso, cortam-se as cebolas em meias-luas, laminam-se os alhos e refogam-se ambos no azeite. Depois de alguns minutos a corar, adiciona-se o queijo e envolve-se bem (em lume brando).
Retira-se do forno e deixa-se arrefecer uns 10 minutos. Retira-se do tabuleiro junto com o papel vegetal, e experimenta-se se já descola facilmente do papel. Talvez seja preciso ter a ajuda de uma faca ou outro utensílio para descolar num ou noutro pedacinho. (Eu pensei que ia ser mais difícil, mas até acabou por descolar facilmente.)
Coloca-se o recheio de queijo e cebola sobre a massa de nabiças, espalha-se bem e começa-se a enrolar, com a ajuda do próprio papel vegetal. Vai-se "descolando" e enrolando.
E pronto, está pronta a comer. Enquanto está morna é deliciosa. Até parece que se está a comer um doce. :)
Também experimentei fria, mas na refeição seguinte acabei por aquecer as fatias, acho que fica mais saborosa morninha.
Obs.: teria ficado "no ponto" se tivesse deixado alourar mais um pouco a cebola. Como tenciono repetir, da próxima o recheio ficará menos pálido. :)




