domingo, 16 de agosto de 2009

Massa arco-íris


Continuando na onda das massas...

Ingredientes:

massa penne rigate (macarronete riscado)

Para o molho:

pimento vermelho
curgete
cebola
cogumelos
bacon
maçã
natas
leite
vinagre balsâmico + água
orégãos frescos

Enquanto a massa coze, vai-se fazendo o molho:

Cortam-se em cubinhos o pimento, a curgete e a maçã. O bacon já vinha em tirinhas...

Leva-se a refogar, num pouquinho de azeite, meia cebola picada, o bacon e o pimento.

Adiciona-se então a curgete e a maçã.



Acrescenta-se meia chávena de água misturada com um pouco de vinagre balsâmico (fiz desta maneira porque o vinagre é muito concentrado - ainda é este).

Juntam-se as natas (200g), um copo (médio) de leite e mistura-se bem.

No final, salpiquei com as folhinhas de orégãos.

Com salada de alface, cai bem.

E pronto! Cá está mais um jantarzinho (muito bom! pelo menos eu achei...) preparado em 30 minutos (ou menos...) :))

Bom apetite!

sábado, 15 de agosto de 2009

Penne com queijo de cabra e cogumelos

Quase me tinha esquecido que disse à Rute que mostrava a minha massa ultra-rápida :))

Não tem ciência nenhuma, claro, foi só uma brincadeira a propósito de ela dizer que fez o jantar em 30 minutos, e eu dizer-lhe que o meu foi ainda mais rápido... embora o dela seja bem mais completo!

Cozi a massa (penne rigate) durante 13 minutos.

Entretanto, fiz o molho:
meia cebola ligeiramente refogada em azeite; refoguei os cogumelos laminados, temperados com um pouco de pimenta.
Acrescentei uns quadradinhos de queijo de cabra, que deixei derreter; a seguir meio pacote de natas, meio copo de leite e umas folhinhas de orégãos frescos. Envolve-se bem.

Depois da massa cozida e escorrida, reguei com o molho. Acrescentei mais uns quadradinhos de queijo de cabra e folhas de orégãos.

Ficou delicioso, muito por "culpa" do queijo de cabra (Palhais) que é uma pequena maravilha!


Estas são as minhas comidas de eleição. Gosto muito de comer, mas não tenho paciência para estar horas a preparar uma refeição, muito menos nestes dias quentes. Porquê perder tanto tempo, se podemos ter uma refeição tão saborosa em tão pouco tempo?
Claro que de vez em quando sabe bem fugir à regra e fazer qualquer coisa mais elaborada, mas no dia-a-dia costumo optar por comidinhas deste género, até porque a Carolina adooora massa, não se importava de as comer diariamente. E eu também não, diga-se a verdade.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

40 graus à sombra!!!


... e 30º dentro da minha casa!! Socorro!


Que calor de loucos!



É uma bebida mesmo muito refrescante, sem dúvida. Esta não tem quantidades certas, porque fui fazendo a olho, e tem mais fruta do que álcool, porque eu não posso abusar... os neurónios já não andam muito bons, então se os encharco, ainda pior...

Levou:
2 laranjas
1 lima
meia maçã
2 colheres de sopa de açúcar amarelo
1 pau de canela
+- 6dl de vinho branco
1 cálice (peq.) de brandy
1/2 litro de gasosa
muitos cubos de gelo

Parece que hoje (sábado) a máxima para Lisboa é 33º! Já baixou um cadinho, óptimo, mas ainda não o suficiente... ainda sabe bem mais um copinho de sangria bem fresca!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Pavê de Limão



Vi esta receita no site CyberCook, e o nome atraiu-me logo: Pavê Rápido de Limão. De limão e ainda por cima rápido, nada melhor! É mesmo muito simples.

Os ingredientes são:

30 palitos La Reine (1 pacote de biscoito maisena, no original);

1 lata de leite condensado;

100 g de natas;

sumo de um limão médio

Mistura-se bem o leite condensado com o sumo de limão. Acrescentam-se as natas, e bate-se bem (usei a batedeira).

Reserva-se por 10 minutos (se estiverem 37 graus, como aqui, é melhor reservar no frigorífico...).

Alternam-se camadas de biscoitos com camadas de creme, e pode enfeitar-se com raspas de limão.

Servir bem frio (pelo menos 5 horas no frigorífico), ou gelado!

Há 3 dias que só me apetecem coisas geladas, não tarda nada estou a comer gelo! Ufa! Queriam calor, não queriam? Mas eu não pedi nada, e tenho que levar com ele na mesma... :(


sexta-feira, 31 de julho de 2009

Perca-do-Nilo com feijão e óleo de palma


Perca-do-Nilo é um dos meus peixes preferidos, porque não sabe muito a peixe... :) não sei se deu para entender, mas quando os peixes "sabem muito a peixe" não me agradam...

Foi temperado com pimenta preta, alho, sal e ervas de Provence, tudo pisado no almofariz, e depois sumo de limão.

Entretanto, leva-se ao lume 2 colheres de sopa de:

Este óleo de palma é originário da Guiné.

Foi então ao lume a refogar com uma cebola picada, a que se juntou cerca de 500 g de feijão branco:


E finalmente, cá está aquilo a que chamei "serradura", que é pura e simplesmente farinha de mandioca moída muito grosseiramente (directamente de Angola). Não sei explicar muito bem o processo, porque apesar de ter perguntado duas vezes, não entendi totalmente... só sei que é muito bom, e isso por agora já me chega! Confesso que quando vi este "produto", fiquei desconfiada, parecia que até tinha lascas de madeira... mas digo-vos uma coisa, é maravilhosa. Depois de bem misturada com o molho do feijão, fica com um sabor delicioso!!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Mimos de Café



A vontade de doces aliada à paixão por café deu nisto.



Ingredientes (para 18 bolinhos):
1 colher (sopa) de café solúvel
2 colheres (sopa) de água quente
150 g de amêndoas raladas + 7 nozes raladas
150 g de açúcar em pó
100 g de leite condensado

Para a cobertura:
150 g de açúcar em pó
1 colher (chá) de café solúvel (usei Nescafé)
1 clara (grande)
grãos de café para decorar


Numa tigela, dissolve-se o café com a água quente; juntam-se as amêndoas raladas e o açúcar em pó e mistura-se bem.

(Isto era o que dizia a receita original... no entanto, desafio-vos a misturarem bem estes ingredientes! Eu não consegui. A massa não ligava, porque estava demasiado sólida. Vai daí, acrescentei o leite condensado, que imediatamente resolveu o problema.)

Agora sim, mistura-se bem.

Enfarinham-se as mãos, e moldam-se pequenas bolinhas. Eu coloquei-as directamente nas forminhas. Vai ao frigorífico pelo menos uma hora, antes de colocar a cobertura.

Cobertura:

Mistura-se bem o açúcar em pó com o café solúvel e a clara de ovo. Bati ligeiramente a clara com um garfo antes de a adicionar aos outros ingredientes. Depois de misturado com uma colher de pau, bati durante 3 minutos com a batedeira. O creme fica mais lisinho e brilhante, e como o Nescafé é muito granulado, convém usar mesmo a batedeira.
E pronto, é só cobrir os bolinhos e decorar com grãos de café.

Uma delícia!

E combinam com a toalha...



Nota: receita original do Chefe Carlos Capote, publicada num fascículo da revista "Cozinha Portuguesa".

Em vez de amêndoas, a receita pedia nozes.
Eu, (mal) acostumada a ter quase sempre nozes em casa, vindas do Alentejo, estava por fora dos preços nos supermercados. Mas desta vez tinha muito poucas. Quando me propunha ir comprá-las, tive um baque! As nozes estão pela hora da morte!!! Um saquinho com 150 g de nozes, €3,75?? Nem pensar nisso! E por mero acaso eu até prefiro amêndoas... e mesmo que não preferisse, com aquele preço escandaloso das nozes, tinha passado a preferir! :):)

sábado, 20 de junho de 2009

Dia Branco: creme de leite de côco

Então, cá fica agora a minha participação no dia Branco, iniciativa já sobejamente conhecida à escala internacional, da nossa querida Mary. :)




Ingredientes:

1 lata de leite condensado (+-400g)
150 ml de leite de côco
3 folhas de gelatina
sumo de meia laranja
meia colher de café de canela
côco para polvilhar



Este creme, nestes dias quentííííssimos que temos tido, e continuamos a ter, deve comer-se bem fresquinho!


Faz-se assim:

mistura-se muito bem o leite condensado com o sumo de laranja e meia colher (café) de canela.

Adiciona-se o leite de côco, que deve ter estado algumas horas no frigorífico, e mistura-se bem. Acrescentam-se as folhas de gelatina, previamente demolhadas (coloquei uns segundinhos no microondas antes de juntar ao preparado, para evitar os grumos).

Vai ao frigorífico durante pelo menos duas horas. Polvilha-se com côco ralado.


E pronto, não há nada mais simples!



P.S.: Eu sei que a palavra «côco» em Portugal se escreve sem acento, ou seja, coco, mas eu acho isso uma aberração. Desculpem-se os puristas da língua (ok, quem sou eu, e tal...) , mas o acento faz lá falta, por isso eu coloco-o, e pronto! E depois do que tenho visto por aí, não quero que o meu côco seja confundido com nenhuma substância menos própria para consumo...

terça-feira, 9 de junho de 2009

Gratinado de batata doce e atum

Lembram-se do filme "Rain Man", que aqui em Portugal foi traduzido como "Encontro de Irmãos", com o Dustin Hoffman e o Tom Cruise? Só se devem lembrar as cotas, porque o filme já deve ter mais de 20 anos... :)

Eu adoro esse filme, já o vi várias vezes. Não sei se se lembram que a personagem desempenhada por Dustin Hoffman era um autista, cujo nome não me lembro.

Ele adorava conduzir (o pai deixava-o conduzir o Buick aos sábados, devagarinho...), e estava verdadeiramente convencido de que era um excelente condutor! Passava a vida a dizer qualquer coisa como: "I'm an excellent driver. Of course I'm an excellent driver", e repetia essa frase incessantemente, muitas vezes totalmente fora do contexto.

Eu gostei tanto do filme, e interiorizei-o de tal modo que, ao longo dos anos, tenho adaptado essa frase a diversas circunstâncias. Primeiro foi mesmo quando comecei a conduzir... e por aí fora...

...nos últimos anos, comecei a adaptá-la à culinária, e quando faço um prato que me sai mesmo bem :), de vez em quando ligo à minha irmã a dizer-lhe "Sou uma excelente cozinheira! Claro que sou uma excelente cozinheira!"

Claro que isto é uma brincadeira, sou apenas uma pessoa que gosta de fazer experiências na cozinha, e naturalmente fico contente quando elas saem bem.

Pois bem, hoje fiz mais uma dessas experiências, e gostei imenso do resultado. "Of course I'm an excellent cook" :) :)



ingredientes:
1 batata-doce grande
2 latas de atum (260 g)
1 pacote de natas
1 colher (café) de gengibre em pó
100 g queijo ralado
3 colheres (sopa) de molho béchamel
algumas folhinhas de alecrim
sal


Liga-se o forno a 200º.
Descasca-se a batata-doce e corta-se às rodelas. Tempera-se com um pouco de sal.
Coloca-se na travessa uma camada de rodelas de batata, uma camada de atum, e outra camada de rodelas de batata.
Rega-se com as natas (ou leite, se preferir), polvilha-se com o gengibre (cheira tão bem...) e por cima coloca-se o queijo ralado. Acrescentei ainda umas folhinhas de alecrim.


Antes e depois...

A meio da cozedura, e como o queijo estava a ficar demasiado moreno muito rapidamente, cobri-o com o molho béchamel. É que eu, como adoro queijo, exagerei um bocado... o queijo deve ficar quase totalmente envolvido nas natas ou no leite, para não começar logo a tostar.


Mas, excepto esse percalço, correu muito bem. Ficou uma delícia. Podem experimentar à confiança. Afinal, "eu sou uma excelente cozinheira..."

:):):):):)

Acho que nunca tinha utilizado batata doce neste tipo de prato, e esse foi um dos aspectos que me surpreendeu: fica ainda melhor do que com batata "normal". Quem diria?


(em tempo: a net é mesmo muito útil: já depois de ter acabado o texto, fui pesquisar, e o nome da personagem é Raymond Babbitt; não tinha esse nome nada presente na minha memória, ao contrário de cenas do filme, que recordo perfeitamente)

Receita resgatada do m/ outro blog

sábado, 6 de junho de 2009

Kalulu luso-angolano

Este prato, que quero partilhar com todos os que passem por aqui, é especialmente dedicado à amiga Ameixa, que está há que tempos à espera de uma certa receita. Olha, linda, esta não é bem a que tu pediste, porque não leva mandioca (só em farinha), mas se tiveres paciência para ler até ao fim, vais ver que nem se fazia a festa se não houvesse um pau...



Ingredientes

3 colheres (sopa) óleo de palma
3 colheres (sopa) polpa de denden
1 cebola média
10 quiabos (ou a gosto)
1 courgette (ou uma beringela)
100 g espinafres (ou rama de batata-doce)
1 tomate maduro ou polpa de tomate
1 corvina

Para o funge:
água (cerca de meio litro)
fuba de mandioca (150/180g)


Partem-se os quiabos como na foto e deixam-se de molho cerca de 15m, para perderem a "baba". Se gostar desta, esteja à vontade...


Os espinafres e a courgette. Esta parte-se em meias luas.


A polpa de denden, que também se usa na moamba, como se pode ver na lata.

A polpa e a gordura ou óleo de palma.

Faz-se um refogado com o óleo de palma e a polpa, e uma cebola média picada. Junta-se o tomate, a courgette e um pouco de água quente.

Acrescentam-se os espinafres. (Se estiver em Angola, acrescente rama de batata-doce) :)


Acrescenta-se o peixe, e deixa-se cozer.

Enquanto isso, bebe-se um martini...

Juntam-se os quiabos, que não se devem colocar muito cedo, para não se desfazerem.

E pronto, agora é só sentar-se e saborear.

É muito bom. Se gosta de comida com um toque exótico, não deixe de experimentar.


NOTA: Eu não sei fazer o funge. Nasci em Portugal, nunca estive em Angola, e só há uns 10 anos é que soube que existia tal "petisco". E como não morro de amores pelo dito (a não ser camuflado com o molho), nunca me deu para tentar fazer. Além disso, acho que é preciso ter nascido lá, ter vivido lá, tê-lo visto ser feito lá, para "apanhar o espírito da coisa". Além de que é preciso muita força de braço!!
Então, quem o fez foi o angolano, que é o especialista... sei que pôs a água ao lume (a olhómetro, foi um problema para eu tentar decifrar a quantidade...), juntou farinha, igualmente a olhómetro (raios e coriscos!) e depois, quando se viu aflito, chamou-me para eu ir acrescentando farinha aos poucos, enquanto ele suava as estopinhas a mexer aquilo, porque não tem o instrumento adequado....... ahahahahah

quero eu dizer aquele pau que as/os angolanas/os usam lá em Angola para fazer o funge como deve ser.

NOTA 2: a Carolina comeu com puré de batata...

NOTA 3: eu, como boa portuguesa, não resisti a molhar pãozinho no molho!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Dia Castanho: batatas assadas e fondant de chocolate



Duas receitinhas para o dia castanho

A primeira foram estas batatinhas no forno com molho de soja. Aqui, já prontas...


... e aqui, antes de irem para o forno.


Ingredientes:
1 kg de batatas pequenas
3 cebolas pequenas
4 dentes de alho
2 folhas de louro
3 colheres (sopa) de molho de soja
sumo de 1+1/2 limão
sal e pimenta
salsa picada

Lavam-se muito bem as batatas com casca, cortam-se ao meio e colocam-se num tabuleiro.
Adicionam-se as cebolas descascadas e cortadas em gomos, os alhos com casca (levemente esmagados) e o louro.
Tempera-se com sal, pimenta e molho de soja.
Rega-se com o sumo de limão e vai ao forno (180º), cerca de 40 minutos.
Polvilha-se com salsa picada.
Acompanhou carne assada, mas estou convencida que tb é um bom acompanhamento para um peixinho assado ou grelhado.

Dica: aconselho a que dêem uma leve fervura às batatas antes de irem ao forno. Desta vez não fiz isso, e demoraram mais um bocadinho de tempo a ficarem macias do que é habitual.


*****



MAS, COMO EU, QUASE SEMPRE...


não pude resistir!


Então, confeccionei este fondant, cujo preparado se compra já quase pronto.
Como podem ver, é um produto do chamado comércio justo, sobre o qual farei um post brevemente, já que hoje este ficaria demasiado extenso.


Basta acrescentar 3 ovos e 125 g de manteiga derretida, et voilà!


É delicioso, garanto-vos!

Como sempre, andei às turras com o meu forno, e acabei por deixar estar mais tempo do que os 12/15 minutos recomendados. Era suposto ficar mais molhadinho no interior, mas mesmo assim ficou muito bom. Palavra de gulosa!




Bom apetite, e bom Dia Castanho!