sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Doce de abóbora com nozes para uma Tertúlia


Hoje o Tertúlia de Sabores está em festa. Dois anos de belas receitas, acompanhadas de textos que considero cativantes e que muitas vezes já me ensinaram e deram a conhecer muita coisa. Já para não falar nas excelentes fotografias...

Por tudo isso, fiz questão de me juntar à festa da Moira. Para isso, resolvi fazer uma receita que, curiosamente, foi a segunda que ela publicou no Tertúlia, há 2 anos atrás. Mas a data foi uma coincidência, o que eu procurava era uma receita com abóbora.

E assim ofereço à Moira, com muito gosto, um doce feito com a Abóbora que está no cabeçalho deste blog, acompanhado de um Licor de Ameixas que fiz há uns bons meses atrás, e para a confecção do qual pedi a ajuda da Moira por e-mail :))


Doce de Abóbora com Nozes
A receita original podem ver aqui

Ingredientes que eu usei:

500g de abóbora (já descascada)
400g de açúcar (300g de açúcar branco + 100g de açúcar mascavado)
casca de uma laranja
1 pau de canela
1 colher (café) de canela em pó
2 colheres de sopa de nozes picadas



Preparação:

Cozi a abóbora com o pau de canela e a casca de laranja cerca de 12 minutos.




Retira-se o pau de canela e a casca de laranja e escorre-se a abóbora. Esmaga-se com um garfo.

Num tacho (no meu caldeirão preto...) pus a abóbora esmagada, o açúcar, a canela em pó e as nozes picadas.

(O doce da Moira foi feito no microondas, mas eu gosto de mexer o caldeirão...)



Coloquei também uns 3 pedaços da casca de laranja cozida, porque cheirava tão bem, que tive pena de não a aproveitar. Na receita da Moira leva raspa de laranja, mas por acaso esqueci-me. Ficou ela por ela... casca em vez de raspa.

Acrescentei ainda uma chávena da água de cozer a abóbora. Decidi no momento, porque gosto mais dos doces não muito espessos.

Misturam-se todos os ingredientes e vai ao lume brando cerca de meia hora, a partir do momento em que começa a ferver.



E pronto, depois de alguns problemas informáticos, lá consegui acabar a postagem no dia 20!

Moira, o doce ficou delicioso. Adorei o cheirinho da casca de laranja quando está a ser cozida com a abóbora, adorei fazer e provar este doce.

O licor também está óptimo. Tal como me tinhas dito, "esqueci-me dele" na despensa este tempo todo, e hoje felizmente olhei para ele a tempo de o incluir no aniversário. Provei-o ao mesmo tempo que o doce (fizeste-me beber álcool ao meio-dia....) e digo-te que ficou muito bom. Obrigada pelas dicas, e feliz aniversário.


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Cachupa (outra versão)



Ingredientes:

Feijão-pedra
Feijão-fava (ou favoca, favona, etc.)

(usei os 2 tipos de feijão que estão nas fotos, mas há controvérsia quanto às denominações, já ouvi tanta coisa... de qualquer modo, pode usar-se feijão a gosto)


Milho branco
Couve portuguesa
Carne de porco (p. ex. entrecosto)
Polvo
Chouriço

Tomate
Arroz (opcional, fiz porque miss Caroline não gosta de feijão)

Em relação às quantidades, é um pouco subjectivo, mas é o tipo de comida que não dá para fazer pouco... é mesmo para fazer uma bela tachada...

(Eu pus de molho cerca de 300g de cada tipo de feijão, e depois de cozido tive que congelar metade, porque era imenso. A quantidade que fiz (cerca de 300g de feijão + 150g de milho) dá para 5 comilões.)

Põe-se de molho, de preferência de um dia para o outro, o feijão e o milho.


Coloca-se numa panela de pressão o milho, o feijão, um pouco de sal e cobre-se de água.
Deixa-se cozinhar durante 30 minutos.

Se tiver duas panelas de pressão, pode usar a segunda para cozer o polvo. Caso contrário, deverá cozê-lo a seguir ao feijão.

Enquanto isso, numa outra panela, cozem-se as carnes e o chouriço. Adicionam-se as couves para uma fervura.

Numa terceira panela (o mal deste prato é que se suja muita loiça... é mesmo aquele típico almoço de família, com o fogão cheio de tachos...) faz-se um refogado com alho, cebola e azeite.
Vão-se colocando todos os ingredientes, começando pelas carnes, que se deixam refogar um pouco, e de seguida os restantes. Deixa-se apurar durante uns 10 minutos.

Pode parecer estranho a junção de polvo com carne, mas garanto que ficou uma maravilha... para quem gosta de sabores diferentes, é do melhor...


Podem ver aqui outra versão, sem polvo e com algumas outras pequenas diferenças.


Para sobremesa - caso ainda consiga comer sobremesa :) - sugere-se uma fatia de bolo de avelãs e cacau, com uma colher de doce de framboesa.

Finalmente sugere-se um passeio ao campo, para desmoer...

domingo, 15 de novembro de 2009

Bolo de castanhas com creme de café e mel



Não me lembro de uma destas... às 9h30 da manhã de um domingo, sentada à mesa da cozinha a pelar castanhas cozidas... :)

Mas soube-me muito bem esta experiência matinal, afinal de contas, de manhã é que se começa o dia... e o cheirinho a erva-doce pela casa logo de manhã foi um consolo.

Os gatos corriam pela casa, assustados com o barulho que o vento fazia lá fora a uivar... as árvores num reboliço... o Outono chegou!!

Outono, Novembro, Castanhas...

Ingredientes:

350g de castanhas (este peso já depois de cozidas e peladas)
280g de açúcar amarelo
5 ovos
1 colher (chá) de canela
1 colher (chá) de fermento
1 colher (sopa) bem cheia de mel
1 colher (sopa) de erva-doce
água de cozer as castanhas q.b.

Cozem-se as castanhas com erva-doce.

Descascam-se e passam-se pelo passe-vite. Nesta operação, fui juntando pequenas quantidades da água de cozer as castanhas, para as passar melhor. Acrescentei também uma colher de sopa de mel, aos poucos, à medida que ia transformando as castanhas em puré. Desta maneira o mel envolve-se melhor nas castanhas.

Bate-se muito bem o açúcar com as gemas. Adiciona-se a canela e o puré de castanhas.


Depois de bem envolvido, adiciona-se o fermento.

Por fim, juntam-se as claras em castelo, envolvendo cuidadosamente. A massa do bolo fica com uma textura de mousse e é maravilhosa, comi duas colheradas (à laia de pequeno-almoço...) e estava mesmo muito boa :) as castanhas e o mel combinam mesmo bem.


Para a cobertura:

2 claras
180g de açúcar em pó (ou um pouco menos)
1 colher (chá) de café solúvel
1 colher (chá) de mel
uma pitada de canela moída

Batem-se as claras ligeiramente com um garfo. Adiciona-se o açúcar em pó e mistura-se. Acrescentam-se os restantes ingredientes, misturam-se e bate-se o creme na batedeira 4/5 minutos.

E aqui fica a minha participação para mais um Dia da Cor, iniciativa da Mary do blog Chá, Canela e Chocolate.
Mary, quase a acabar... :(
mas aposto que já há mais qualquer coisa na manga... :)

Bom dia Bege para todos!

***

Como algumas meninas manifestaram vontade de fazer este bolinho, deixo aqui alguns "esclarecimentos" (para depois não me virem bater... eheheh):

1. Esta é a 3ª vez que faço bolo de castanhas, e tem acontecido sempre o seguinte: como a massa é bastante fofa - quando se acrescentam as claras quase parece uma mousse - o bolo cresce um bom bocado, mas depois também baixa bastante... é só para não se assustarem :)

Numa das vezes acrescentei um pouco de farinha, mas depois não fica com aquela consistência semelhante a pudim, bastante molhadinho (BOM!!!...)

2. Na minha opinião, o bolo atinge o sabor ideal depois de ter estado umas horas no frigorífico. Ontem provei-o ao almoço e estava bom, depois coloquei-o no frigorífico, e à tarde estava ainda melhor...

3. Em relação à cobertura, achei-a muito doce. Ou foi açúcar a mais ou talvez a junção do açúcar com o mel. Eu optei pelo mel por causa da minha cliente júnior, porque normalmente ponho só o café, mas como ela diz logo: "isto sabe a café... :( ",
desta vez pus menos café e um pouco de mel. É questão de adaptarem ao vosso gosto.


4. A erva-doce só usei para cozer as castanhas, não entra na massa do bolo.

E pronto, espero que gostem. Eu gostei bastante. ;)


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Salmão com tagliolina



Ingredientes:

150g de massa tagliolina al salmone
2 postas de salmão
1 pacote de natas (2dl)
queijo para gratinar (emmental e comté)
sumo de meio limão
salsa picada (seca)
sal

Preparação:

Cozi a massa durante 9 minutos em água com sal.

Cozi o salmão durante cerca de 10/12 minutos, em água com sal.
Retirei-lhe as peles e as espinhas e parti em pedaços não muito pequenos, que temperei com sumo de limão e salsa.

Escorri a massa e coloquei-a num tabuleiro de ir ao forno.

Por cima, coloquei o salmão, as natas e o queijo ralado.

Foi a forno alto cerca de 7/8 minutos, depois liguei o grill mais 5/6 minutos, para gratinar.



Modéstia à parte, ficou de-li-ci-o-so!! O mérito é dos ingredientes... :)
a massa é uma maravilha, o salmão não ficou atrás, e este queijo gratinado é um espectáculo (posso adiantar que custou apenas 0,80€ no Jumbo, tenho que ir comprar mais...)

Mais do que aprovado! Ontem fiz dieta forçada, mas hoje tirei a barriga de misérias :)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Que poção borbulha no caldeirão?...

Inspirada na maçanada da menina Ameixa, que ontem fez aninhos (parece que fez 48, mas está muito bem conservada...), resolvi fazer também um docinho de maçã:




Ingredientes:
1 kg de maçã reineta
750g de açúcar amarelo
raspa e sumo de 1 limão
1 colher (café) de canela
1 pau de canela


Descascam-se e descaroçam-se as maçãs, e vão-se mergulhando em água com sumo de 1 limão.

Vão a cozer nessa mesma água (não medi...). Depois de cozidas (demora pouco tempo), escorrem-se bem e passam-se pelo passe-vite.

Enquanto isso, deixa-se ao lume a água que cozeu as maçãs, à qual se acrescenta o açúcar e o pau de canela.

(não parece uma bica* gigante?...) :))) (vejo café em todo o lado...)


Devo dizer que não percebo nada de pontos de açúcar. Como tal, depois de uns 20 minutos de fervura, acrescentei o puré de maçã. Entretanto, mudei do tacho branco para o caldeirão preto, que era maior...

E fervilhou, e fervilhou em lume brando... (não vi o tempo, sorry, mas acho que foi quase uma hora...)
Acrescentei entretanto uma colher de café de canela moída.



E pronto, cá está ele:



a minha cobaiazinha diz que está muito bom, já comeu bastante, à colherada...

eu também acho que está bom, mas a minha opinião, bem... é capaz de ser um bocado suspeita... :)



* café expresso

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Batatas recheadas no microondas


Ingredientes:

batatas de Carregal do Sal, Viseu (claro que podem ser de qualquer outro local...)
atum (de conserva)
cavalinhas do Algarve em tomate (de conserva)
polpa de tomate
azeite
sal
orégãos


Lavam-se muito bem as batatas. Devem secar-se, mas eu esqueci-me. Dão-se uns golpes em profundidade com uma faca, pincelam-se com azeite e esfregam-se com sal grosso.
Vão a assar no microondas durante 15 minutos, numa potência alta.


Entretanto, abrem-se as cavalinhas e retira-se-lhes as espinhas e pele (não retirei totalmente, só passei com uma faca para tirar a maior).

Eu estava muito bem intencionada para fotografar o passo a passo, mas a máquina ficou sem bateria a meio...

Depois dos 15 minutos, retiram-se as batatas e deixam-se arrefecer um pouco. Tira-se um pouco da pele e retira-se um pouco da polpa com a ajuda de uma colher, de modo a fazer uma cova.

Numa delas coloquei polpa de tomate, atum e queijo mozzarella (1ª foto). Nas outras duas coloquei polpa de tomate, pedaços de cavala, mozzarella e orégãos.

Volta ao microondas para gratinar, por mais 15 minutos.

Como já disse em algum lugar, até há pouco tempo atrás, praticamente só usava o microondas para aquecer alimentos. Como tal, ainda estou a aprender a usá-lo para cozinhar...
Nesta segunda fase em que era suposto irem logo gratinar, liguei o dito cujo no modo normal, não no gratinador. Felizmente daí a uns 5m resolvi ir espreitar o andamento da coisa, e quando vi o queijo todo derretido a espalhar-se é que me apercebi do engano :)))
Pus mais queijo, e finalmente liguei o gratinador, cuja existência eu desconhecia até há uns dias atrás; costumava usar o do fogão, que por acaso até é mais eficaz... mas este também não se portou mal...

E pronto.
Amanhã tenciono fazer o franguinho xadrez da Gina, conforme já lhe disse. E depois de amanhã espero já ter o meu fogão a funcionar. Pleeeeeease, meus Deuses!!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Palmiers com açúcar e canela

Quando se está numa onda de preguicite aguda, ou grave, tanto faz, nada melhor do que estes mini-palmiers que se fazem num abrir e fechar de olhos.


Estes foram feitos a semana passada, quando eu ainda tinha forno... buááááá....

Isto é muito, mas muito difícil de fazer. ;) Não sei se alguém irá conseguir... mas caso tenham a coragem de se atrever, aqui vão os

Ingredientes:

1 rolo de massa folhada de compra (quadrada ou rectangular).
açúcar e canela q.b. (eu usei demais...)

Como vêem, só pela quantidade de ingredientes já se vê que o grau de dificuldade é extremo!

Convém enrolar a massa acabada de sair do frigorífico, senão aí sim, a coisa pode tornar-se difícil...

Estiquei a massa sobre uma camada de açúcar e canela (asneira), e por cima da massa outra camada. Quem manda ser gulosa? (ai quando a minha irmã ler isto, meu Deus, tou feita... deixa cá pôr em letras pequeninas, pode ser que ela não veja...)

Enrola-se cada um dos lados da massa até ao meio. Embrulha-se em película aderente e vai ao frigorífico uns 20 minutos, para ser mais fácil de cortar. Passado esse tempo, corta-se o rolo em fatias, que se colocam no tabuleiro untado.

Como ia dizendo, basta pôr uma camada de açúcar e canela (ou o que se quiser usar) por cima da massa. O que aconteceu foi que, no forno, o açúcar (em excesso) caramelizou demais, e então ficaram bicolores :)) a parte que estava em contacto com o tabuleiro ficou morenaça, e a de cima ficou lourinha. Estiveram no forno (médio) cerca de 15 minutos.
Eu bem tentei virá-los a meio da cozedura, mas já estavam "grudados" ao tabuleiro... :))


Mas, para variar, não foi por isso que deixaram de se comer. A menina Carolina, muito simpática, disse logo que estavam queimados :( mas depois provou e voltou a provar e, a julgar pela quantidade que comeu, parece que gostou! Eu também não me importei nada, porque nos de compra, costumo escolher sempre os mais tostadinhos...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Bolo de bolacha (rápido e eficaz)


Hoje eu precisava mesmo de fazer um doce, não havia alternativa.

Arranjei outra terapia para a ansiedade (além da culinária e de um fármaco) - o ponto-de-cruz - mas hoje nem ele me valeu, tinha mesmo que ser um doce.

Como já se notou, a cozinha tem andado a meio-gás, e neste momento está sem gás nenhum, porque foi detectado um problemazinho nas canalizações do dito, e pimbas, gás cortado até se resolver o problema :(

Mas eu tinha que fazer o tal doce, portanto era preciso que fosse simples e não precisasse de ir ao lume, a não ser que fizesse uma fogueira... que é o que vou fazer amanhã, caso não me resolvam o problema rapidamente.


O que havia de ser então? Claro, o velhinho e sempre fiel bolo de bolacha.

Ingredientes:
2 pacotes de bolacha Maria
1 lata de doce de leite condensado cozido
1 colher de sopa de chocolate em pó
1 colher de sopa de cacau em pó
1 colher (sobremesa) de manteiga amolecida

café para demolhar as bolachas


Na batedeira, colocar o leite condensado, o chocolate, o cacau e a manteiga, e bater durante uns 5 minutos.

Entretanto, vão-se molhando as bolachas em café e dispondo da forma desejada. Como toda a gente sabe, vão-se alternando as camadas de bolacha com as de creme. Desta vez, para variar da habitual "flor", resolvi fazer um rectângulo...

Acontece que sobrou um bom bocado de creme, então resolvi continuar: demolhei mais umas quantas bolachas e fiz um extra, numa taça:


Que me lembre, nunca tinha feito este bolo com leite condensado e cacau. Achei muito bom (aliás, o contrário é que seria de espantar...). Entretanto estão aí intercaladas algumas das fotos que tirei no dia em que decidi mudar a foto de entrada do blog. Como se pode ver, tive a ajuda preciosa de dois assistentes... nem queiram saber o que eles me ajudaram!