segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Bolo de banana com leite de côco


Ai, este blog anda tão abandonadinho... não é que eu não ande a comer, muito pelo contrário... as boas intenções de dieta estão um bocadinho em baixo... e os apetites por doces estão totalmente em alta!

A prová-lo, está este pedaço de bolo de banana com leite de côco, um atentado a qualquer dieta.

Este bolo está no Top dos bolos mais fáceis, rápidos (de fazer e de comer) e saborosos que conheço :)


Ingredientes:
(para um bolo pequeno, em forma rectangular de silicone)

1 chávena (chá) de açúcar amarelo (mal cheia)
3 ovos
1 chávena de farinha de trigo com fermento (bem cheia, a fazer pirâmide)
1/2 chávena de leite de côco
2 colheres (sopa) de óleo de girassol

para forrar a forma:
caramelo líquido
2 bananas

Preparação:

Colocam-se todos os ingredientes no liquidificador. Ligar na velocidade 1 e deixar misturar bem.

Tapa-se o fundo da forma com o caramelo líquido, cortam-se as bananas às rodelas e forra-se com elas todo o fundo. Usei caramelo de compra porque, sinceramente, não tenho mão para o caseiro, não me costuma sair grande coisa... :)

Despeja-se a massa sobre a banana e o caramelo e vai a cozer a 180º cerca de 40 minutos.
Deixei arrefecer antes de desenformar.
Ficou com umas estradinhas, devia ser para as formigas passearem, mas isto era se eu lhes tivesse dado alguma hipótese...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Clafoutis de uvas

Há que aproveitar as frutas da época e como as uvas, felizmente, têm abundado por aqui, a segunda opção, depois de as comer ao natural, é fazer um doce, pois claro.

Usei uvas roxas sem grainhas (naturalmente sem grainhas, nada de manipulações) e uvas brancas com muitas grainhas, que deram uma trabalheira a tirar...

Mas por falar em manipulações: quando visitei o Mercado de Sabores (de que falei no outro blog), tive ocasião de aprender que as uvas sem grainhas que actualmente proliferam, e que eu pensei que tivessem algum tratamento estranho, afinal são produzidas através de enxertias. Segundo explicou um produtor, sempre houve uvas sem grainha, mas como as que o são espontaneamente são quase sempre muito pequenas - logo pouco apelativas no mercado - os produtores resolveram fazer enxertias com outras videiras e, de experiência em experiência, chegaram a uvas de várias tonalidades e tamanhos, mas sempre sem grainha, e tanto quanto me pude aperceber pelas provas que fiz nesse Mercado, todas muito doces.
Espero que tudo o que aquele senhor nos disse seja verdade :)

Passando agora à receita:

Ingredientes:

430g de uvas (sem grainhas)
(aqui incluído o peso do recipiente)

4 ovos
120g de açúcar
80g de farinha
200ml de natas
180ml de leite magro
50g de manteiga
canela para polvilhar

Batem-se os ovos com o açúcar e vão-se acrescentando os restantes ingredientes, misturando bem. Não usei batedeira, foi só com a colher de pau.
Colocam-se as uvas na forma untada com um pouco de manteiga, e deita-se o preparado líquido por cima.
Vai a forno médio/alto durante cerca de 45 minutos, até ficar lourinho.

A canela é opcional, mas altamente recomendável :)

Só não o considerei tão espectacularmente bom quanto o clafoutis de cereja, porque eu amo cerejas até dizer chega, para mim não há fruto que se lhe compare. Mas tirando esse pequeno detalhe, posso dizer que fica bastante bom.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Semifrio de frutos silvestres


Aliás, 100% silvestres. Haverá algum produto mais silvestre do que este?
Amoras apanhadas há apenas dois dias ali para os lados de Carregal do Sal (Viseu), e que já foram devidamente utilizadas numa delícia gelada, com a qual participo no passatempo do Delícias & Talentos


A receita é basicamente a mesma do semifrio de morango, não se costuma dizer que em equipa vencedora não se mexe? Ou pelo menos mexe-se muito pouco... tenho um bicho carpinteiro que me faz alterar sempre uma coisita ou outra...


Ingredientes:

4 claras
7 colheres de sopa de açúcar
300 ml de natas (creme de leite)
300g de amoras
(+ 2 colheres (sopa) de açúcar e um pouco de água para a calda)
suspiros picados



A preparação é exactamente a mesma deste semifrio.

A calda de amoras foi feita levando ao lume cerca de 300g de amoras com 2 colheres (de sopa) bem cheias de açúcar e um pouco de água. Deixei fervilhar em lume muito brando durante cerca de 30 minutos, mexendo de vez em quando.

Deve deixar-se arrefecer um pouco antes de as juntar às claras.



Desta vez usei apenas as claras, já que tinha em mente um aproveitamento para as gemas.

Se fosse quando tinha 9 ou 10 anos, tinha-me consolado com uma bela gemada com açúcar amarelo e pedacinhos de pão :)))))



No interior das duas camadas, pus pedaços de suspiro e algumas amoras.



Pronto para ir para o congelador (coberto com película), num mínimo de 4 horas, mas de preferência 6h ou mais.



E foi assim que se fez uma bela sobremesa, com amoras colhidas na Beira Alta e comidas em Lisboa.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Cuscuz de tomate e manjericão



Viajando até ao Al-Maghrib, trouxe na bagagem uma embalagem de couscous...

e o resultado foi este:


O couscous, ou cuscuz, é um derivado do trigo, muito comum na alimentação do Norte de África. Mais informação AQUI


Ingredientes:

350g de cuscuz
óleo q.b.

4 tomates médios
4 dentes de alho cortados em rodelas finas
4 colheres (sopa) de azeite
4 peitos de frango
1 chávena (café) de vinagre balsâmico
1 colher (sobremesa) de mel
1 colher (sobremesa) de sementes de mostarda
1 cálice de brandy
2 chávenas (chá) de água a ferver
1 colher (sopa) de margarina ou manteiga magra

manjericão picado


Preparação:


Aquecer o forno a temperatura média.

Num tabuleiro fundo, colocar 2 colheres de azeite, o tomate cortado em pedaços e o alho fatiado. Deixar assar cerca de 30 minutos.


Entretanto, aquecer o restante azeite numa frigideira antiaderente e fritar (levemente) o frango até este ficar ligeiramente acastanhado.


Retira-se o frango e coloca-se na frigideira o vinagre, o mel e a mostarda. Quando começar a ferver acrescenta-se o brandy. Colocar o frango nesta mistura e deixar cozinhar cerca de 10 minutos em lume brando, sem tapar a frigideira.


Para preparar o cuscuz (segundo as instruções da embalagem): ferver a água numa panela média, com sal e 1 colher (café) de óleo por pessoa.

Retirar do lume, deitar o cuscuz, mexer e deixar repousar durante 4 minutos. Acrescentar um pouco de manteiga e cozer em lume muito brando durante 3/4 minutos, mexendo regularmente.
Acrescentar o tomate e o manjericão e mexer com um garfo.

Coloca-se o frango sobre o cuscuz e rega-se com o molho.



***


Esta receita foi adaptada do livro Low-Fat feasts, que na tradução portuguesa recebeu o sugestivo nome de Banquetes Saudáveis. :)

(ed. Girassol)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Mousse de banana com champanhe

Cá estamos em mais uma rodada do Alquimia de Ingredientes.

Esta semana, os ingredientes escolhidos foram peixe e/ou banana.



A minha intenção era participar com uma receita para cada um desses ingredientes, mas não sei se vai ser possível.



Enquanto isso, fica aqui em primeiro lugar a sobremesa, talvez ainda venha o prato principal... :)






Muito bom!







Ingredientes:

1 kg de bananas maduras
6 ovos
6 colheres (sopa) de açúcar
200 ml de champanhe doce
canela moída q.b.
rolinhos de cacau magro q.b.


Preparação:

Batem-se as gemas com o açúcar até o creme esbranquiçar e fazer espuma.

No liquidificador, desfazem-se as bananas com o champanhe.

Batem-se as claras em castelo bem firme.

Junta-se o puré de banana ao creme das gemas,

e por fim misturam-se as claras em castelo, suavemente.

Distribuir por taças e polvilhar com canela ou rolinhos de chocolate (ou nozes picadas, ou outra cobertura do seu gosto).

Deve consumir-se muito frio. Coloquei 1 hora no congelador antes de servir até porque, como não leva natas nem gelatina, precisa de bastante frio para solidificar melhor.
Receita inspirada nesta, do blog Molho de Brócolos.


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Semifrio de morango




Inspirado no Semifrio de morango e ruibarbo do belíssimo e sempre tão inspirador Sabor Saudade, aqui fica a minha versão, que seguiu quase na totalidade o original, apenas com umas leves alterações.


Obviamente que aconselho uma leitura da receita original, no entanto posso dizer que as alterações que fiz foram:
usei 4 claras e 2 gemas, em vez de apenas as claras;
fiz uma calda de morangos em vez da compota, e juntei-lhe pedaços de suspiro;
e não usei baunilha, não por não gostar, mas porque não tinha.
ah, e não usei o ruibarbo. :)

Ingredientes:

4 claras + 2 gemas
8 colheres de sopa de açúcar
300 ml de natas (creme de leite)
250 ml de calda de morango (ou compota)
suspiros picados, a gosto
1 colher de chá de extracto natural de baunilha (que não usei)





(um reparo: Cláudia, isto não é um plágio, mas usei quase textualmente as tuas palavras; para quê alterar, se a explicação estava tão boa?) :))


Preparação:

Forrar uma forma com película aderente (usei uma forma redonda, mas caso tenha uma do tipo "pão de forma", fica mais bonitinho...)

Batem-se as claras em castelo e quando começarem a endurecer, adiciona-se o açúcar aos poucos e vai-se batendo até formar um suspiro duro e brilhante.

Bater as natas até formar um chantilly médio-duro. Caso use baunilha, adicioná-la neste momento e bater um pouco mais.

Incorporei as duas gemas na calda de morango e juntei às claras em castelo; usando uma espátula ou colher de pau, mexe-se suavemente até incorporar os ingredientes.

Nesta altura acrescentei ainda uns pedaços dos suspiros esmagados.




Finalmente, adicionar a mistura de suspiro ao creme de chantilly, aos poucos, mexendo suavemente até incorporar totalmente.






Coloca-se metade desta mistura na forma forrada e espalha-se para formar uma camada na base. Espalhe suavemente até formar uma base nivelada.

Adicionar uma camada de suspiros picados ou de frutas picadas.



Por cima desta camada coloca-se a mistura restante de modo a formar uma camada minimamente nivelada.

Cobre-se com película aderente e vai ao congelador por 4 a 6 horas.
Calda de morango:
Levar ao lume cerca de 400g de morangos partidos em pedaços pequenos, junto com 80g de açúcar. Deixar ferver em lume muito brando durante cerca de 15 minutos. Passar pela varinha mágica e depois por um passador, caso queira tirar as graínhas.

Só me ocorre uma "deixa" da minha amiga Cenourita: isto é do best!! É sim senhora, é mesmo do melhor que há!

É que nem me lembro de ter comido uma maravilha semelhante a esta...



P.S.: a dieta ainda não terminou, mas há ocasiões que merecem um devaneio, e um dia não são dias... :)

domingo, 1 de agosto de 2010

Legumes com farinha de milho

Mais uma sugestão para o Alquimia de Ingredientes, desta vez usando o ingrediente farinha de milho.

Tenho que dizer que foi a primeira vez que usei farinha de milho junto com legumes, mas a verdade é que é muito bom. A receita foi baseada no livro Legumes, que já tenho referido outras vezes.

Os dois ingredientes possíveis eram farinha de milho e/ou tapioca em grãos. Optei imediatamente pelo primeiro, já que o segundo nunca usei, e para dizer a verdade nem conheço, penso que não seja muito habitual deste lado do Atlântico. :) Parece que tenho andado distraída, quando for ao hipermercado tenho que procurar melhor... :))

Já a farinha de milho conheço, e muito bem, é um ingrediente que costumo usar, embora o faça em bolos, biscoitos, e por aí. Mas quando descobri esta receita que junta os legumes à farinha de milho, tive que experimentar, já que a onda por aqui é mesmo legumes com fartura!

E aqui fica o resultado:





Ingredientes (4 pessoas):
300g de cenouras
400g de couve-flor
300g de brócolos
1 beringela
1 cebola média
2 dentes de alho
1 ramo de coentros
0,4dl de azeite
1 folha de louro
3 colheres (sopa) de farinha de milho
sal e pimenta q.b.



Lavam-se os legumes e cortam-se em pedaços.
Cozem-se em água temperada com sal.



Pica-se a cebola, o alho e os coentros e leva-se a refogar no azeite, junto com a folha de louro. Tempera-se com sal e pimenta a gosto.

Junta-se os legumes já cozidos, acrescenta-se a farinha de milho e envolve-se bem, mas cuidadosamente, para não "amassar" os legumes. Pode optar por pegar nas asas do tacho e virar o conteúdo sem chegar a mexer.


Adiciona-se, aos poucos, alguma da água da cozedura (1 ou 2 conchas).
Deixa-se cozinhar em lume brando cerca de 10 minutos e está pronto a servir.

Uma sugestão de acompanhamento é polvo e argolas de lula, refogadas em molho de tomate.

Mas também funciona como prato mais leve, apenas com os legumes. Aprovado. :)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

"Sandocha" de requeijão e agriões


Quem é que consegue comer comida quente com estas temperaturas? Eu, pelo menos, não sou capaz. Estou em Lisboa, a temperatura ronda os 36 graus, só apetece bebidas e comidas fresquinhas... como esta, por exemplo:


Ingredientes:

tostas de trigo integral
1 requeijão
1/2 cenoura ralada
folhas de agrião
uma pitada de pimenta

Preparação (muito complicada...)

Começa-se por lavar muito bem as folhas de agrião, que se deixam a escorrer. Enquanto isso, rala-se a cenoura e mistura-se no requeijão, com um garfo. Temperar com sal e pimenta, ou só um deles. Eu só usei pimenta.


Barram-se as tostas com o requeijão com cenoura e por cima colocam-se folhas de agrião.
Pode tapar com outra tosta igualmente barrada com a pasta de requeijão, fazendo uma sanduíche, ou comê-las individualmente.



Esta pasta de requeijão também combina muito bem com brócolos cozidos (pouco cozidos, de preferência).

Sirva tudo bem fresquinho, especialmente no caso de ter na sua cidade temperaturas semelhantes às de Lisboa, e a verdade é que, mesmo noutros pontos de Portugal, mesmo em zonas que costumam ser mais frescas, hoje há muitas cidades com 40º e até mais. Haja resistência, física e psicológica!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Cenouras aromatizadas

Depois de ter passado uns dias maravilhosos na Tasca da Cenourita, que prato havia eu de fazer senão um que incluísse cenouras? :)


Aqui fica então esta saladinha, entrada, acompanhamento, o que se lhe quiser chamar, é um pratinho bastante versátil, que dedico às meninas Cenourita Maria e Rita Titó! :))
Ingredientes:

3 cenouras
100g de azeitonas pretas
orégãos secos
1 dente de alho
0,8dl de azeite
1 colher (sopa) de vinagre
água, sal e pimenta qb


Preparação:

Descascar as cenouras e cortá-las em rodelas finas.
Demolhá-las em água fria com sal durante 20/30 minutos.
Escorrê-las bem e colocá-las num prato de servir.
Adicionar as azeitonas e temperar com pimenta, alho picado e orégãos.
Regar com o azeite e o vinagre e deixar tomar gosto, durante 30 minutos, no frigorífico.
Se quiser a cenoura mais macia, deve deixar mais tempo a marinar (1ª foto).
Deve servir-se frio (principalmente no Verão...).


É um excelente acompanhamento. Por estas bandas já acompanhou massa tagliatelli com bife de porco, já acompanhou quiche e rissóis. Adapta-se a todos os gostos e é uma maravilha... :)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Batata-doce com Queijo da Ilha

Tal como tinha prometido, aqui fica mais um prato bem verdinho:



Aliás, verdinho e não só, se há coisa que não lhe falta são cores, até porque os olhos também comem, e um prato com cores alegres até dá mais gosto. :)





MAS...

Não é essa receita que trago hoje, porque, como podem ver pela foto, a dificuldade ou complicação não é nenhuma, a receita está à vista. Tudo muito simples e muito leve, como convém.



***

Agora sim, aproveitando o facto de o queijo (que eu adoooro), ser um dos ingredientes pedidos esta semana no Alquimia de Ingredientes, aqui fica um pratinho não totalmente dietético, mas ainda assim suficientemente leve, e muito, muito saboroso.


Ingredientes:

1 kg de batata doce
300g de cogumelos
3 dentes de alho
1 dl de azeite
100g de queijo da Ilha (S. Jorge, Açores), ralado
ervas a gosto, neste caso salsa e manjericão (frescos) e orégãos (secos)
sal e pimenta qb


Preparação:

Começa-se por dar uma cozedura breve à batata-doce (já descascada), em água abundante.

Lavam-se os cogumelos, escorrem-se e secam-se, antes de os partir em pedaços ou tirinhas. Aquece-se o azeite e refoga-se o alho picado; acrescentam-se os cogumelos e temperam-se com sal e pimenta. Juntam-se as ervas, mistura-se bem e deixa-se apurar.


Num recipiente de ir ao forno, barrado com um pouco de manteiga ou margarina, coloca-se uma camada de batata, cobre-se com os cogumelos e por fim outra camada de batata.




Polvilha-se com o queijo ralado,

e vai a forno pré-aquecido a 220º até o queijo derreter ou gratinar.

O sabor forte do queijo, aliado à suavidade da batata-doce e ao aroma das ervas. Muito bom.